
Gráfico que ilustra a crença de 32 países europeus, Estados Unidos e Japão na teoria evolucionista. Dêem uma olhadela no penúltimo lugar...
E ainda reclamam do fundamentalismo dos outros.
2.8.07
o efeito republicano
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fernando araújo
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27.4.07
dá para ser mais claro?
"There are four irreducible objections to religious faith: that it wholly misrepresents the origins of man and the cosmos, that because of this original error it manages to combine the maximum of servility with the maximum of solipsism, that it is both the result and the cause of dangerous sexual repression, and that it is ultimately grounded on wish-thinking.
I do not think it is arrogant of me to claim that I had already discovered these four objections (as well as noticed the more vulgar and obvious fact that religion is used by those in temporal charge to invest themselves with authority) before my boyish voice had broken. I am morally certain that millions of other people came to very similar conclusions in very much the same way, and I have since met such people in hundreds of places, and in dozens of different countries. Many of them never believed, and many of them abandoned faith after a difficult struggle. Some of them had blinding moments of un-conviction that were every bit as instantaneous, though perhaps less epileptic and apocalyptic (and later more rationally and more morally justified) than Saul of Tarsus on the Damascene road. And here is the point, about myself and my co-thinkers. Our belief is not a belief. Our principles are not a faith. We do not rely solely upon science and reason, because these are necessary rather than sufficient factors, but we distrust anything that contradicts science or outrages reason. We may differ on many things, but what we respect is free inquiry, openmindedness, and the pursuit of ideas for their own sake."
Christopher Hitchens, God Is Not Great: How Religion Poisons Everything
Leia mais aqui, na Slate
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fernando araújo
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12.1.07
deixa o homem não acreditar
Segue um trecho da coluna do Hélio Schwartsman sobre o livro God Delusion, de Richard Dawkins, na Folha. Vale ler na íntegra.
"Por que os textos usados nas escolas dominicais podem ter caráter doutrinário e uma defesa do ateísmo não? Por que, pergunta-se o autor, devemos aceitar a convenção social segundo as quais idéias religiosas devem ser respeitadas? Uma idéia idiota é sempre uma idéia idiota, não importando o campo semântico em que seja proferida. Por que podemos afirmar sem nenhum problema que determinada tese científica, econômica, ou jurídica é imbecil, mas, se ousamos dizer o mesmo em relação a uma "verdade religiosa", somos tachados de intolerantes e quem sabe até processados?
Se alguém nos dissesse acreditar que brotou de uma árvore e que sempre que segura sua caneta ela se transforma num coelho voador, teríamos boas razões para duvidar da sanidade desta pessoa. Por que então não tratamos como louco o católico que afirma que Jesus nasceu sem pai biológico, de uma mãe virgem e que, toda vez que se celebra uma missa, o vinho se torna sangue e um tipo esquisito de biscoito se converte no corpo do homem?"
Coerência deveria ser uma prerrogativa para o convívio social, não?
O maior preconceito religioso de todos é ironicamente aquele voltado ao ateu, sujeito que apenas se abstém de toda essa bagunça.
Nunca vi um ateu fanático, capaz de engalfinhar-se com um devoto de alguma religião. São sujeitos conformados, pacíficos, quase apáticos, cujos ataques por diferença ideológica não passam de uma tirada sarcástica aqui ou uma cara de desgosto ali.
Entretanto, na cabeça maluca dos religiosos, pior do que acreditar em um outro deus, é acreditar em nenhum.
Fala sério: o sujeito da religião ao lado prega sua danação eterna no inferno por não compartilhar de sua crença, mas você tem mais ódio do ateu - alguém que não quer te ver em agonia, sendo sodomizado pelo cramunhão -, cujo crime consiste na crença (pessoal, veja bem) da não-existência de um deus ou de um paraíso.
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fernando araújo
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22.9.06
histórias da minha vida, nas palavras de outrem, vol. 1
Nossa, o Hélio Schwartsman transcreveu um discurso meu antigo, praticamente ipsis literis. Já devo ter falado algo na linha desse trecho abaixo umas 60 vezes (não, não é uma hipérbole).
Bom saber que não sou o único chato de plantão.
"Na maioria de seus discursos, Bento 16 se bate contra o relativismo e o ateísmo, que aponta como os maiores males a afligir o Ocidente. De novo, discrepo com veemência. Aliás, em minha santa ignorância, acho que um pouquinho de relativismo é fundamental para interpretar o mundo de forma coerente. Se apenas uma religião é a verdadeira, algo como 5/6 da humanidade está condenada à danação eterna. Faz sentido alguém perder direito ao jardim das delícias apenas porque nasceu em algum rincão do globo onde a "verdade verdadeira" ainda não chegou? Nenhum personagem de romance hebraico seria tão cruel. Acho mais razoável compreender todas os sistemas de crenças como manifestações diferentes de uma mesma predisposição humana, que pode ter base biológica (como acredito) ou divina (como crê a maioria). (Felizmente, não estamos aqui numa democracia, de modo que não preciso acatar a "decisão" do grupo majoritário)."
Aproveitem para ler a coluna inteira.
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fernando araújo
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